As projeções do mercado financeiro para a inflação de 2026 voltaram a subir, segundo o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (1º) pelo Banco Central. A estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5,04% para 5,09%, marcando a 12ª elevação consecutiva e ampliando a distância em relação ao teto da meta de inflação, de 4,5%.
Ao mesmo tempo, os economistas elevaram a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 1,89% para 1,90% neste ano. Para 2027, a projeção permaneceu em 1,70%, enquanto as estimativas para 2028 e 2029 seguem em 2,0%.
No mercado de câmbio, a expectativa para o dólar recuou pela segunda semana consecutiva. A projeção para o fim de 2026 caiu de R$ 5,17 para R$ 5,16. Para 2027, a estimativa passou de R$ 5,26 para R$ 5,25.
Já as expectativas para a taxa Selic permaneceram inalteradas. O mercado segue projetando juros de 13,25% ao ano ao final de 2026 e de 11,25% em 2027. Para 2028 e 2029, a previsão continua em 10% ao ano.
Os dados reforçam um cenário de inflação ainda pressionada, apesar da desaceleração gradual da atividade econômica e da manutenção da política monetária em patamar elevado. A combinação de expectativas inflacionárias acima da meta e juros elevados continua sendo um dos principais desafios para a condução da política monetária nos próximos meses.