Dos 32 senadores que buscaram novo mandato, apenas 14 conseguiram a reeleição; 40 das 54 vagas terão novos ocupantes.
A eleição deste domingo (4) provocará uma renovação de 74% entre as 54 cadeiras do Senado que estavam em disputa. Quarenta vagas terão novos ocupantes, enquanto 14 permanecerão com senadores que conseguiram se reeleger para mais oito anos.
Dos 32 atuais senadores que tentaram permanecer no cargo, 14 foram reeleitos, o equivalente a 43,7%. Outros 18 não conseguiram renovar o mandato. Entre os reeleitos estão Cid Gomes (PSB-CE), Humberto Costa (PT-PE), Jaques Wagner (PT-BA), Carlos Portinho (PL-RJ), Eduardo Braga (MDB-AM) e Alessandro Vieira (MDB-SE).
Parte da mudança na composição da Casa já estava definida antes da votação. Dos ocupantes das 54 cadeiras em disputa, 13 não concorreram e outros nove disputaram cargos diferentes ou participaram das eleições como suplentes. As derrotas de 18 senadores que buscavam a reeleição ampliaram a renovação.
O percentual, apesar de elevado, ficou abaixo do registrado em 2018. Naquele ano, também 32 senadores tentaram a reeleição, mas apenas oito conseguiram permanecer. A renovação chegou a 46 das 54 cadeiras, ou 85,19%.
As outras 27 cadeiras do Senado não estavam em disputa porque foram preenchidas em 2022, com mandatos até janeiro de 2031. Algumas também poderão ter novos ocupantes a partir de 2027 devido à participação de seus titulares nas eleições deste ano. O Senado renova alternadamente dois terços e um terço de suas 81 cadeiras a cada quatro anos.