Corte reconhece abuso de poder e irregularidades na eleição de 2022; decisão mantém efeitos mesmo após renúncia
O Tribunal Superior Eleitoral declarou, por 5 votos a 2, a inelegibilidade por oito anos do ex-governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro (PL). A decisão foi tomada nesta terça-feira (24), um dia após o político renunciar ao cargo.
A Corte entendeu que houve abuso de poder político e econômico, além de práticas vedadas e captação ilícita de recursos durante as eleições de 2022.
Além de tornar Castro inelegível, o tribunal determinou uma série de medidas com impacto direto no cenário político do estado:
O julgamento analisou recursos apresentados pelo Ministério Público Eleitoral contra decisão anterior do Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro, que havia rejeitado as ações.
A maioria dos ministros acompanhou o voto da relatora, Isabel Gallotti, que apontou uso indevido de estruturas públicas, incluindo a Fundação Ceperj e a Universidade do Estado do Rio de Janeiro, com finalidade eleitoral.
A decisão tem efeito direto sobre o futuro político de Cláudio Castro, que fica impedido de disputar eleições pelos próximos oito anos, independentemente da renúncia ao cargo.
Além disso, a determinação de novas eleições abre um novo ciclo político no estado do Rio de Janeiro, com impacto sobre partidos, alianças e a gestão estadual.
Para o ambiente institucional, o julgamento reforça a atuação da Justiça Eleitoral no controle de abuso de poder e uso indevido da máquina pública em processos eleitorais.
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